O valor de uma aventura na vida de um jovem!

Qual o valor de uma aventura verdadeira na vida de um jovem?
Vou tentar medir... 
No último fim de semana tive a honra e a oportunidade de ajudar em uma atividade muito especial com o Ramo Sênior/Guia do Grupo Escoteiro Galé 12PB, o objetivo era completar 24km remando pelo Rio Mamanguape, até a sua Barra no Projeto Peixe-Boi Marinho, no Litoral Norte da Paraíba. Jovens, escotistas, convidados e equipe de apoio, todos juntos! Às 5:30 da manhã saímos, em comboio, para o município de Rio Tinto, mais precisamente na ponte onde a PB035 cruza o Rio Mamanguape, a sudeste do centro da cidade. Dia de Sol forte, todos começaram a preparar as canoas canadenses com os equipamentos específicos para a descida.

Antes de entrarmos na água, os jovens, que já haviam recebido formação e progressão básica de uso de colete, uso do remo e canoa, receberam mais algumas aulas iniciais de formação de flotilha e como viajar em grupo em canoas nesse tipo de ambiente. Os Escotistas, antes da partida, ainda fizeram uma completa revisão dos riscos da expedição e como evitá-los. 

As 8:32h o grupo começou a descida, logo de início foi possível perceber que eles estavam prontos para essa difícil aventura, eles remaram muito bem e também controlaram a canoa de forma bastante efetiva. Nas primeiras horas eu estava na canoa líder servindo de “espelho" para eles, mostrando que competências na água e que habilidades de lideranças eles deveriam desempenhar durante a descida. A maré, como já esperada, começou a subir e toda a descida do Rio foi feita com a maré contra, fato que me impressionou ainda mais. 

Ritmo bom, clima sensacional, vibe bacana entre todos, a cada curva do rio os Escotistas ofereciam mini aulas sobre vida silvestre local, fatos históricos de Rio Tinto, agressão ambiental ao rio, tipos de árvores, etc. O nível de educação foi o mais alto que já tive oportunidade de ver numa atividade escoteira nos últimos anos. O Nível de Aventura oferecido foi igualmente elevado. Os escotistas chegaram a um padrão muito perto do que vejo na NOLS (escola de aventura que trabalho nos EUA e no Chile).

Como também já era esperado e planejado, os últimos 4km reservavam o desafio final, maré contra com ondas e marolas, vento de 7-8 nós, sol forte, alguns sinais iniciais de desidratação. Enfrentamos a condição contra, fizemos uma parada estratégica numa gamboa (entrada de mangue), onde descansamos, hidratamos, alimentamos, tiramos água das canoas e continuamos para chegar ao final do percurso em 7 horas de remo, 24km percorridos e jovens extremamente felizes com o que tinham alcançado. 

A noite as mini aulas continuaram com temas de uso de fogareiro, mínimo impacto na cozinha e preparação da comida. 

No dia seguinte ainda fizemos remadas curtas, uma excelente visitação ao Projeto Peixe-boi Marinho, onde os jovens aprenderam e tiveram contato com um animal em ambiente natural na frente do nosso acampamento. A progressão de etapas e especialidades foi elevada e completada. Como se não bastasse, ainda houve uma cerimônia de promessa embarcada no meio do rio em um banco de areia. Sensacional!

Voltamos a João Pessoa no final da tarde onde lavamos o equipamento. Fui deixar um do jovens em casa ao se despedir ele disse: "Chefe, obrigado pelo fim de semana inesquecível!"
Qual o valor de uma aventura na vida de um jovem? Não sei mas posso medir como "Inesquecível".


Edmilson M Fonseca

Vídeo com Imagens da Expedição Rio Mamanguape












IDEIAS PARA ATIVIDADES LONGAS, DESAFIADORAS E AVENTUREIRAS


Em conversa informal alguns chefes sempre me perguntam sobre possíveis lugares para levar sua Tropa. Seguem aqui algumas ideias para atividades com escoteiros(as), seniores, guias, pioneiros e pioneiras.
Posso ajudar na montagem da logística de todas as atividades abaixo, algumas eu já fiz e outras estão planejadas, mas tenho detalhes de quase todas elas.

  1. Escalada na Pedra da Boca
  2. Rappel e Montanhismo na Pedra da Boca
  3. Excursão Super Trilha Mata do Buraquinho
  4. Travessia a pe do Litoral Paraibano 60km mais 60km
  5. Travessia de bike de toda paraíba possível de ser feita em menos de 8 dias
  6. Montanhismo na Pico do Yayu 
  7. Montanhismo e Caminhada Pico do Jabre
  8. Escalada Serra do Caboclo em Vieirópolis
  9. Rappel e Montanhismo em Vieirópolis
  10. Caminhada Serra do Cruzeiro em Piancó
  11. Descida do Rio Paraíba
  12. Descida do Rio Mamanguape
  13. Travessia na Chapada Diamantina
  14. Travessia das Barragens Eng Avidos
  15. Travessia das Barragens Coremas
  16. Travessia das Barragens Gramame Mamuaba
  17. Travessia das Barragens Boqueirao
  18. Escalada em Algodão de Jandaíra 
  19. Travessia a vela de todo litoral Paraibano
  20. Travessia a remo de todo litoral Paraibano
  21. Caminhada JPA a PIPA
  22. Pedal JPA a PIPA
  23. Pedal CG a JPA
  24. Remo Praia do Jacaré e Ilha da Restinga
  25. Extra Curricular Participação no Campeonato de Orientação
  26. Acampamento Mata do Oiteiro - Rio Tinto
  27. Acampamento Guaribas - Pacatuba
Caso deseja mais informações entre em contato:
CONTATO
Edmillson Montenegro Fonseca
@edmilson_fonseca (instagram)
Facebook: Edmillson Montenegro Fonseca

Visita a Loja Escoteira da BSA em Denver

Fotos do escritório do Distrito Escoteiro em Denver no Colorado
e da Loja Escoteira da BSA.










































Escoteiros do Mar ou Má Escoteiros

Sou Escoteiro do Mar e não tenho como negar. Construi minha vida no Escotismo durante 8 anos no 1ºPB GE MAR Almirante Barroso em João Pessoa/PB. Foi no Escotismo que desenvolvi minhas primeiras competências náuticas, fiz minhas remadas iniciais no caiaque, aprendi a velejar, aprendi a entender a maré, aprendi que o é boreste e bombordo, consegui minha habilitação de arrais amador, desenvolvi o gosto pelo mar. Devo minha atuação profissão de Instrutor de Canoagem Oceânica aos Escoteiros (do Mar).

Antes que não entendam bem, meu objetivo não é criticar sem motivo e sem apresentar soluções. Vou apresentar meu humilde ponto de vista e tentar direcionar boas práticas.

Muito tenho ouvido e visto “SOU ESCOTEIRO DO MAR”, “SÓ OS GRUPOS DE MAR”, “O UNIFORME DO MAR”, etc, etc.

É verdade o Escotismo no Brasil começou pela Marinha, trazido pelos seus Oficiais, mas e daí? Ser escoteiro é um previlégio que muitos não entendem, poucos têm e alguns realmente são. Ser escoteiro do Mar, do Ar, ou Básico não nos diferencia na essência. Somos amigos de todos e irmãos dos demais.

A postura dos escoteiros do Mar no Brasil não me causa motivação nem admiração pelos adultos que direcionam a Modalidade no País. Meu pensamento inicia pela luta constante dos Escoteiros do Mar em querer ter um uniforme/vestimenta diferente das demais modalidades. Ao lutar para criar uma nova vestimenta própria, apenas causa uma nova separação. Do ponto de vista de Marketing e fixação de uma marca, ao criarmos essa mistura não saudável de diferentes uniformes e vestimentas, estamos dando um tiro no próprio pé. Apenas complicamos ainda mais o reconhecimento da marca do Escotismo. Um escoteiro bem vestido na rua é garantia que teremos mais e mais membros em todas as modalidades. O povo brasileiro ainda é visual e considera fortemente as imagens e as aparências.

É bem verdade que a atual vestuário, lançado pela UEB em 2014, tem muito a melhorar. Ainda é desconfortável, é uma quase imitação da vestimenta americana (para adultos), e é caro. Mas que houve uma evolução para um visual mais moderno, não podemos negar. Como de praxe, nós, os escoteiros do Mar resolvemos criar uma vestimenta própria, que por acaso tenho uma. Formada por uma calça azul marinho e camisa branca, que remete aos antigos uniformes das escolas estaduais (nada contra as escolas) mas houve uma quebra substancial do visual moderno da vestimenta nacional para que o Modalidade do Mar propôs.

Outro passo importante que os Escoteiros do Mar precisam dar é de mudanças significativas no programa educativo dos jovens com relação as etapas da modalidade. Escoteiro do Mar não é aprendiz de Marinheiro. Precisamos desvincular e deixar de remeter a isso, mudar os rumos e as nomenclaturas. O programa dos Escoteiros do Mar precisa ser direcionado para formar, educando e divertindo ao ar livre, remadores e velejadores.

Por exemplo, analisando o Programa Educativo do Ramo do Sênior/Guia vejamos os termos e as etapas para Conjunto específico para Modalidade do Mar. O primeiro tópico é Salvatagem. Termo pouco usado. O termo usado no mundo inteiro é RESGATE. 

Vejamos agora as duas primeiras etapas:
a) Conhecer os sinais de pedido de socorro no mar; 
b) Conhecer os procedimentos a serem adotados em casos de incêndio a bordo.
Vamos para prática, a etapa A encontra-se totalmente desatualizada. Com o uso de tecnologia (telefone via satélite, SPOT, Beacon, Rádio, Celular e Internet) e procedimentos modernos de sinalização com sinais sonoros e luminosos, a etapa deixa em aberto para interpretação. Sem falar que, muitos dos sinais de pedido de socorro não são exclusivos do MAR, servem para qualquer situação de emergência. Não falem de SEMÁFORA! De nada serve no mundo náutico nos dias atuais.

A etapa B trata de incêndio a bordo. Ter noção desse procedimento seria válido se o jovem tivesse vivência, tivesse acesso e facilidade de ficar embarcado em barcos de médio e grande porte onde existe a possibilidade real de incêndio a bordo. Nas embarcações pequenas a remo e a vela que são mais facilmente usadas pelos escoteiros do mar, essa possibilidade não existe. Mais uma prova de que queremos formar marinheiros e não de formar jovens cidadãos responsáveis usando como palco o mar, o remo e a vela.

Vejamos as etapas TRADIÇÃO:
a) Participar corretamente do cerimonial de içar e arriar a Bandeira Nacional, tocando o apito marinheiro e tecendo seu próprio fiel do apito.
c) Saber as utilidades do caxangá e fazer uma pesquisa na internet sobre as coberturas e uniformes de Escoteiros do Mar em outros países. 
Apito Marinheiro? Caxangá? Será que realmente precisamos disso? Chegou a hora de modernizar. Mudemos, ou perderemos mais jovens com nossas ideias antigas.
A etapa de Embarcações e Marinharia é algo para se pensar:
a)Reconhecer os tipos de embarcações militares.
Essa etapa deveria ser excluída imediatamente. Existe uma infinidade de embarcações NÃO-Militares que podem motivar, divertir e educar os jovens. Não iremos atingir isso fazendo com que eles reconheçam as embarcações antigas da Marinha do Brasil (com todo respeito aos militares, eles não tem culpa).
Para os adultos foi criado o CTMAR - Curso Técnico de Mar. Outro problema da Modalidade, que pode ser solução. Um curso longo, quase impossível de ser realizado com frequência e facilidade dentro da realidade do Brasil. Tão difícil que apenas cinco cursos foram ministrados em 2014 no Brasil. O CTMAR também direciona parte do conteúdo para embarcações de grande porte, salvo exceções, tem um foco em embarcações a motor também. O CTMAR deveria ser dividido em 3 partes distintas: remo, vela e motor. Deveria focar em como educar usando o mar. Deveria ser um curso de formação de instrutores ou escotistas com foco no método e não apenas na prática. Deveria pensar em como ensinar a remar, qual a melhor abordagem para educar usando a vela oceânica, etc.

Tiro meu chapéu e tenho toda admiração pelos irmãos dos Grupos de Mar da Paraíba que lutam seriamente para realizar atividades a remos e a vela, sempre de colete, com seus jovens.

Enfim acredito que seja a hora da Direção dos escoteiros do Mar parar e pensar. Antes de reclamar pelo uniforme da modalidade, antes de citar que vão criar uma organização nacional separada da UEB, antes de dizer SOU ESCOTEIRO DO MAR, deveriam parar e refletir. Vamos usar o mar como meio educacional. Por exemplo, será que eu sei o que é uma rotação de tronco na remada baixa? Qual o uso e diferenças da carta náutica para embarcações a remo, a vela e motor? Será que realmente sei todos os tipos de maré dentro do ciclo de 28 dias? O que é um "resgate de contato” na canoagem oceânica? Acredita que apenas a lua interfere na maré? Qual a metodologia mais adequada para ensinar um rolamento num caiaque oceânico para jovens de 17 anos? Se eles, os dirigentes não sabem essas respostas, não são escoteiros do Mar, são na verdade, “má” escoteiros.

Edmilson M Fonseca - Escoteiro

Obs: Estou a disposição para ajudar, para fazer parte da mudança, para educar os jovens junto com todos que realmente acreditam no Escotismo como forma de mudança comportamental para um mundo mais bacana.

Quem são os grupos escoteiros e como podemos aprender com cada um deles!


SOMOS 13 - Nosso número da sorte!
Fica claro que nós escoteiros da Paraíba vivemos hoje uma outra realidade. O Escotismo aqui mudou, não para melhor, mas sim como deveria ser: PARA MUITO MELHOR. Quer provas? 
  • Atividades regionais são realizadas com consistência e qualidade;
  • Formação de adultos é fato e mensurável (leia-se a realização de cursos de formação em todos os níveis);
  • Direção Regional tem a capacidade de ouvir, filtrar e aplicar as boas ideias;
  • Temos reconhecido novos membros e grupos (considere como exemplo os diplomas e medalhas de mérito e trofeu araucária entregues nos últimos meses);
  • Nossos jovens têm atingido os distintivos especiais com mais frequência;
  • Dentre os 27 estados da federação somos o 14º em efetivo total registrado, já estivemos entre os últimos;
  • Números de Unidades Escoteiras abertas ampliou bastante;
  • Direção Regional foi além da formação básica dos adultos ao realizar Congressos, cursos de técnicas verticais e canoagem para adultos;
  • Temos uma boa presença nas redes sociais;

Se você ainda não está convencido, podemos bater um papo (num outro momento) sobre a nossa situação há 10 ou 15 anos. Não há mais espaço para o Escotista medíocre, essa é a grande verdade.

Essa boa mudança não é apenas mérito da Direção Regional. Esse bom momento passa por todos os adultos equilibrados, sérios e comprometidos com a educação dos nossos jovens. Passa também pelos Grupos Escoteiros. 

Na minha humilde opinião Grupos Escoteiros podem ser a solução mas muitas vezes eles são um problema. Se pararmos para pensar, a nossa principal marca registrada de que somos escoteiros é o nosso lenço, que é o distintivo do Grupo. Ao usar o lenço do seu grupo, criamos uma diferença, somos separados por cores num pedaço de pano e esquecemos que temos, todos, o mesmo distintivo verde do lado esquerdo do peito, NOSSA PROMESSA. SOMOS IRMAOS e NÃO Concorrentes de nós mesmos. Será que um dia teremos o LENÇO DE PROMESSA ao invés do lenço do grupo? Não podemos, nesse bom momento, ficar presos a bolha chamada GRUPO ESCOTEIRO.

Nos últimos três anos tenho participado de cursos com adultos e reuniões em vários Grupos e comecei a perceber que vivemos separados e quase isolados uns dos outros, salvo os casos de atividades locais e regionais. Percebi também, em cada grupo que passei, que eles possuem grandes habilidades e competências, mas que não necessariamente elas são recorrentes nos demais Grupos. 

Se tivermos a capacidade de sair da bolha, MEU GRUPO ESCOTEIRO para NOSSO ESCOTISMO, ninguém vai nos segurar.
Observei alguns grupos da Paraíba em atividades e via internet e cheguei a conclusão que podemos copiar as melhores práticas de cada um deles, para termos um escotismo mais sólido e ainda melhor. Vou citar o que percebi. Não sou, nem serei o dono da verdade, essa é apenas uma perspectiva que cheguei, tenha plena certeza que existem muitas outras virtudes em cada grupo, mas aqui destaco as que me chamaram mais atenção.

1º/PB • DO MAR ALMIRANTE BARROSO
Resiliência. O Barroso (que foi meu grupo por 8 anos) tem uma capacidade de surgir das cinzas, quase fecha, meses depois volta. Podemos aprender com o 1ºPB como é possível resistir mesmo diante das grandes dificuldades. Superar crises e passar por cima momentos ruins com a cabeça erguida é uma grande habilidade do 1ºPB.

2º/PB • 5 DE NOVEMBRO
Mística. A Labre (carinhosamente chamo assim) impressiona pela capacidade de criar a mística escoteira de forma brilhante. Participei da passagem de uma lobinha para tropa escoteira e foi uma experiência que jamais irei esquecer. O 2ºPB pode nos ensinar como criar uma mística bacana e marcante em nossas tropas.

3º/PB • DO MAR ALMIRANTE WARINGTON BADEN POWELL
Recursos e Envolvimento Local. O 3ºPB chamou minha atenção com a competência de “arranjar" recursos para realizar suas atividades, conseguem sempre bons lugares para sua sede e tem facilidade de recursos como embarcações. Eles também fazem um bom trabalho envolvendo os jovens do bairro como membros juvenis.

7º/PB • BATURITÉ
Técnica, Equipamentos e Fidelização dos Jovens - Impossível não perceber no Baturité a capacidade técnica que possuem em escalada em rocha e técnicas verticais, muitos chefes praticam esse esporte assim como mountain bike. O grupo fez um bom trabalho ao adquirir equipamentos próprios para técnicas verticais. Também chamou a minha atenção a quantidade de membros juvenis que estão no grupo desde lobinho. Com o 7ºPB podemos aprender como aumentar a redenção de nossos escoteiros.

9º/PB • GENERAL SAMPAIO
Solidariedade e capacidade de mobilização. Público e notório a habilidade que o Sampaio possui em realizar consistentes campanhas como a do Sopão semanal. Escotismo puro! O Grupo demonstra uma boa capacidade de trabalhar em prol de causas nesse tema e em outros. O Coração do Sampaio é gigante. Também sou fã deles! Eles podem nos ensinar como Fazer sempre uma boa ação de verdade.

12º/PB • DO MAR GALE
Envolvimento com os Pais e recursos náuticos. Apesar da pouca idade, esse grupo demonstra uma habilidade única e de extrema importância, o Galé sabe “transformar" pais em bons chefes. O Grupo também sabe usar o tempo livre dos pais nas atividades escoteiras. O Grupo é praticamente independente em pequenas embarcações, tem acesso a canoas e barco a vela. Podemos aprender com eles como trabalhar e envolver os pais no Grupo.

13º/PB • PADRE OTAVIANO
Piancó é um capítulo a parte. O grupo de maior sucesso do estado deve ser avaliado com mais proximidade. Piancó é só o Poder! Estou escrevendo um post separado pois esse grupo tem MUITO, mais muito a nos ensinar. Aguardem!

16º/PB • DO MAR DRAGÕES DO MAR
Mudanças e Serenidade. O Dragões teve a capacidade de voltar após passar por sérias mudanças de sede e até de modalidade. Voltou com os pés no chão e os remos na água. Tem uma chefia que admiro pela serenidade, clareza e inteligência emocional. Eles podem nos ensinar como voltar e reabrir um grupo, agora mais forte ainda do que antes.

17º/PB • DO AR SANTOS DUMONT
Organização e Identidade Visual. Já tive a chance de conversar e elogiar alguns chefes do Santos Dumont a respeito de como chefes e membros juvenis tem os melhores uniformes do estado. Todos os membros estão sempre muito bem apresentáveis. Chamou minha atenção, orientação ao detalhe que eles tem com relação a colocação de distintivos de acordo com POR. É lindo ver o Santos Dumont nas fotos e ao vivo.

33º/PB • CATÓLICO FRASSATI
Saudável união e comprometimento. O nosso irmão mais jovem, o GE Frassati, já apresenta suas sólidas habilidades desde cedo. É um grupo escoteiro dentro uma comunidade católica. Uma perfeita combinação de forças do bem. Essa relação entre igreja e escotismo é algo a ser copiado, o laço que é criado nos membros, causa um excelente compromisso entre ambas as instituições. Já pensou? Um grupo em cada igreja evangélica, católica. etc.

 88º/PB • DO MAR TENENTE LUCENA
Humildade, Simplicidade e Compromisso. Visitei o Tenente Lucena logo após a sua reabertura e tive a honra de aplicar um curso de canoagem onde chefes do 88ºPB estavam presentes. A lição que levei deles foi de um retorno seguro ao movimento, que veio para ficar com Humildade, Simplicidade e Compromisso por parte de todos os escotista que tive contato. Esses tem muito o que ensinar.

Ainda não tive contato com os grupos: 4º/PB • TRILHA CERTA e 5º/PB • ÁGUIAS DA TERRA, mas tenho plena certeza que aprenderemos com eles também.


Se colocarmos todas as habilidades e virtudes dos grupos juntas seremos fortes. Insisto a bolha MEU GRUPO deve ser quebrada, seremos maiores juntos, mude para MEU ESCOTISMO. Convido os GE a se falarem, a destacar as boas práticas e compartilhar as boas ideias.

Edmilson M Fonseca
Fã número 1 do Escotismo da Paraíba

SALVAMAR - Serviço de Emergências no Mar 185

Marinha anuncia o SALVAMAR (finalmente) o equivalente ao SAMU nas cidades ou a GUARDA COSTEIRA nos Estados Unidos (criada em 4 de agosto de 1790), apesar do atraso de anos, vale a pena divulgar o 185 para emergências no Mar.

Este serviço de emergência já funciona em todos os estados da federação com acesso ao oceano inclusive em rios no Amazonas.

Na Paraíba o serviço pode ser acionado pelo número 185, a ligação será atendida na base naval em Natal-RN que após o entendimento e triagem acionará os órgãos locais competentes como Corpo de Bombeiros da Paraíba e Capitania dos Portos em João Pessoa-PB para emergências próximo a costa do Estado. Em situações em alto mar, a base em Natal-RN, pode vir a acionar um navio patrulha que sairá da própria base no Rio Grande do Norte.

Antes de acionar o número 185 considere:
- Tenha a sua localização mais precisa possível, de preferência usando o GPS obtenha as coordenadas geográficas com Latitude e Longitude em graus, minutos e segundos;
- Saiba o nome e as cores da embarcação;
- Nome e cor da roupa das pessoas que precisam de ajuda;
- De onde saiu a embarcação;

Melhor do que acionar 185 é evitar a emergência:
- Faça curso para ter habilitação náutica (veleiro, arrais, mestre e capitão amador);
- Deixe um plano de viagem com local de saída e rota a ser percorrida;
- Revise e use todo o equipamento de segurança (coletes, bóias, estrutura da embarcação, sinalizadores, rádios, gás, etc);
- Saiba agir em caso de primeiros socorros em ambiente aquático;
- Tenha clara noção do seu limite técnico e físico;
- Seja prudente.

Edmilson M Fonseca
Instrutor de Canoagem Oceânica da NOLS
Veja o vídeo com informações sobre o serviço 185